segunda-feira, 20 de julho de 2009

Há 40 anos com os pés na Lua...

Faz hoje 40 anos que pela primeira vez um astronauta pisou solo lunar e esse pequeno passo para o homem e grande para a Humanidade foi tema de todos os órgãos de comunicação social e não é caso para menos. Não vou por isso acrescentar mais nada ao tema.

Apenas registar a curiosidade de há cerca de 20 anos haver um Dennis Hope que se dedica a vender solo lunar a que tiver dinheiro para o pagar. Com certificado e tudo, diz ele, mas de duvidosa legalidade. E o preço até nem é caro, bastam 65 € para comprar um hectare de solo lunar... e fazer lá uma quintinha para passar férias e os fins-de-semana... com vista para a Terra dum lado e para Marte do outro. 

É só escolher, nem consigo entender como é que os dinâmicos promotores imobiliários portugueses ainda não investiram no "negócio do futuro", com tanto e tão barato solo para urbanizar. Já não há investidores como antigamente...

Eu por mim, prefiro assinalar o dia ouvindo os Pink Floyd cantarem o "lado escondido da Lua", antes que os portugueses lá cheguem e estraguem tudo...

sábado, 18 de julho de 2009

As pessoas da política...

Alexandre Relvas, Presidente do Instituto Sá Carneiro, dá uma importante entrevista ao Jornal i, publicada hoje. Afirma Alexandre Relvas que "as pessoas da política não são as melhores do país" e tem razão. 

O que não significa que não exista gente capaz e com sentido de serviço público nos partidos. Mas, diz-me a minha experiência, são poucas e tendem a rarear. Mas Alexandre Relvas vai mais longe e mete o dedo na ferida aberta dos interesses pessoais instalados nos partidos lembrando que "também há deslealdades ilimitadas, ambições desmedidas, intrigas sistemáticas".

Em rigor não é Alexandre Relvas o primeiro a dizer o que disse. Mas dito por ele, que não precisa da política para nada, que está na vida política para servir o país e as ideias em que acredita, estas declarações têm uma dimensão diferente e por isso foram puxadas para título de capa da entrevista.

Como eu compreendo Alexandre Relvas (as minhas costas ainda não sararam...), mas o melhor é mesmo lerem a entrevista na integra. A não perder porque fala no nosso futuro comum.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Finalmente o regresso a Sintra

Diz a canção que dez anos é muito tempo. E eu que o diga depois de uma década a meter-me diariamente ao caminho e deixar Sintra para trás rumo à Outra Banda. 

Dez anos a percorrer o IC19, depois a CREL, ainda a A5 para finalmente chegar à Ponte Sobre o Tejo (para mim será sempre a Ponte Sobre o Tejo...) e desaguar sem glória em Almada, terra de todos os contrastes, do bestial e da besta. 

Ao fim do dia o reconforto do regresso premiado pela visão mágica da Serra de Sintra quando chego perto do Ramalhão e entro por S. Pedro de Sintra, quase chega para tudo compensar.

Intencionalmente, recuso-me a fazer o percurso do IC30 para aceder directo à Portela de Sintra mesmo que nesse caminho poupasse alguns minutos nos poucos que me restam no cansaço do fim do dia. Quero entrar em Sintra pelo Ramalhão a olhar a Serra de frente.

Como se um abraço protector e maternal me aguardasse ao fim de cada dia de trabalho. Agora, dez anos depois, voltarei ao cais de partida e sem vontade de partir de novo. 

Aos amigos, muitos e bons, que fiz em Almada não direi adeus nem jamais porque não quero perder a parte melhor desta longa viagem de dez anos.

Mas em Sintra sinto-me em casa e é aqui que quero ficar e envelhecer. Com a minha família, os meus amigos, meus livros, meus discos e nada mais.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vento não é certamente e a chuva não bate assim...

Os cartazes do deputado Paulo Pedroso, candidato do Partido Socialista à Câmara de Almada, apareceram, duma noite para o dia, quase todos rasgados e arrancados dos seus suportes, como a fotografia documenta.

Os serviços de meteorologia nacionais não registaram qualquer ciclone furioso que justificasse os danos nos cartazes...

É preocupante que depois de 35 anos de democracia ainda se verifiquem ataques à liberdade de expressão política. Esperemos que tenha sido um acto isolado dum tresloucado assustado e que não se repita, a bem da sã convivência democrática no período eleitoral que se aproxima e que todos os candidatos possam divulgar as suas ideias em todo o território nacional.

sábado, 4 de julho de 2009

Adriana, dos EUA em português...

PS contra duplas candidaturas

A Agência Lusa noticiou que o "estado maior" dos socialistas reuniu-se secretamente, esta sexta-feira, para determinar que os candidatos a presidentes de câmara não se devem candidatar em simultâneo a deputados na Assembleia da República. O porta-voz do PS disse à Lusa que foi decidida uma "orientação geral", no sentido de impedir "duplas candidaturas" a uma autarquia e a um assento no Parlamento.

Esta posição já tinha sido assumida antes, embora a título pessoal, por Paulo Pedroso, candidato do PS à Câmara de Almada nas próximas eleições autárquicas, que rejeitou a possibilidade de ser também candidato a deputado em 27 de Setembro, manifestando-se totalmente disponível para um compromisso de exclusividade com os eleitores almadenses.

A esta decisão da direcção socialista não estará dissociada a imagem pública negativa por causa de Elisa Ferreira e Ana Gomes, simultaneamente candidatas às autárquicas e ao Parlamento Europeu, colocando o PS como alvo das críticas de todos os outros partidos.

Mas, vale a pena lembrar, a impossibilidade de candidaturas duplas às câmaras municipais e à Assembleia da República é, deste o ano passado, uma orientação estratégica de Manuela Ferreira Leite para a construção das candidaturas do PSD às próximas eleições, apostando na renovação, na verdade e na transparência perante o eleitorado.

Parece que a Política de Verdade de Manuela Ferreira Leite chegou agora também às candidaturas socialistas. Quem diria?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Óh Pinho, era preciso essa tourada?

domingo, 28 de junho de 2009

Sondagem coloca PSD na frente

Ficámos todos muito desconfiados com as sondagens nas últimas eleições para o parlamento europeu por, na generalidade, terem falhado na previsão dos resultados reais. Ainda assim vale a pena referir a última sondagem publicada, a primeira para as legislativas realizada depois das europeias, até porque foi realizada pela Marktest, a única cuja sondagem previu a vitória do PSD no dia 7 de Junho.

O barómetro de Junho da Marktest para a TSF e Diário Económico coloca agora o PSD na frente para a vitória nas legislativas, embora em empate técnico com PS. 

Assim a sondagem dá 35,8% para o PSD (28,3% em Maio), seguindo-se o PS com 34,5% (36,3% em Maio). O BE mantém a terceira posição com 13,1% (14,7% em Maio) à frente dos 7,7% do PCP (9,4% em Maio). Na última posição continua o CDS agora com 4,4% (7,1% em Maio).

A amostra é de 800 inquiridos entre os dias 16 e 20 deste mês, sendo o intervalo de confiança de 95% e a margem de erro de 3,46%.

É apenas uma sondagem a três meses das eleições legislativas e certamente outras se seguirão, mas mesmo assim não deixa de ser um indicador. Em linha com os resultados das recentes eleições europeias, mostrando de novo que Manuela Ferreira Leite pode vencer as próximas eleições legislativas e formar Governo.

Cavaco decidiu, está decidido.

Durante os últimos dias foram vários os sinais públicos de que o Presidente Cavaco Silva preferia que as eleições legislativas e autárquicas se realizassem na mesma data, tendo adiantado diversos argumentos nesse sentido.


Ouvidos os partidos políticos como determina a Lei a maioria defendeu a realização das duas eleições em dias separados. Os comentadores políticos com opinião nos diversos orgãos de comunicação dividiram-se entre uma e outra opinião. Conheço contudo muito poucos portugueses que desejassem as eleições em dias separados.

O Presidente Cavaco Silva decidiu marcar as eleições legislativas para o dia 27 de Setembro, tendo o Governo já marcado as autárquicas para o dia 11 de Outubro. Na decisão do Presidente contou decisivamente a opinião maioritária dos partidos políticos, porque são eles que vão a votos. Cavaco Silva respeitou a opinião maioritária dos partidos, mas não sei se o país ficou a ganhar com a decisão.

Entre o país e os partidos, venceu a "partidocracia". Vamos então a votos em dias diferentes como se os portugueses fossem todos burros.

sábado, 27 de junho de 2009

Thriller: alguém podia ficar indiferente?